Mercado de alimentação: principais tendências para os próximos anos

mercado de alimentação

Em meio à crise financeira vivida por setores da indústria e do comércio, o mercado de alimentação respira ares de prosperidade. E a tendência para os próximos anos é de otimismo e expansão. 

Os números falam por si: em 2015, o setor de alimentos teve um faturamento na casa dos 170 bilhões de reais. Em 2016, esse índice subiu 9,3%. Os dados são do Instituto Foodservice Brasil (IFB).

No post de hoje, vamos mostrar que isso vem ocorrendo porque, cada vez mais, a população busca no mercado de alimentação a resposta para os seus novos hábitos de vida e anseios de bem-estar e longevidade. Esse contexto faz com que o setor viva em constante mudança, para acompanhar as tendências e demandas.

Confira! 

Mercado aquecido para investir

Os estilos de vida das pessoas têm impactado de forma positiva no setor de alimentos e gerado muitas e diferentes possibilidades de investimentos. Compreender o porquê dessa demanda ajuda as empresas do setor a traçarem estratégias de negócios mais eficazes.

De 2009 a 2014, a procura por alimentação saudável cresceu 98% no Brasil. Em valores, o setor de alimentação saudável movimentou cerca de 35 bilhões de dólares, fazendo o país despontar como o quarto maior no mundo nessa categoria. Um levantamento do Sebrae demonstrou que o aumento se deve a diversos fatores. Vamos a dois deles.

Crescimento nos últimos anos

De uns anos para cá, há uma tendência que aponta para a melhoria no nível de educação e renda da população brasileira. Esses aspectos socioeconômicos interferem no mercado de alimentação e trazem impactos positivos na seleção dos produtos que as famílias levam à mesa. 

Mais conscientes, os clientes tendem a ser também mais exigentes e criteriosos. Consequentemente, é crescente a busca por alimentos de qualidade com garantia de procedência. Hoje, valoriza-se mais os produtos com selos de qualidade, conquistados por meio de boas práticas de fabricação, armazenamento e conservação. 

Além disso, há uma tendência que diz respeito ao ritmo de vida agitado das famílias que moram nos grandes centros urbanos. A busca é por produtos que facilitam o dia a dia, marcado pela falta de tempo no preparo das refeições. 

Questões relativas à sustentabilidade e ética se configuram também como uma tendência. Afinal, cada vez mais os consumidores se preocupam com os impactos no meio ambiente. 

Saúde e bem-estar 

A ciência contemporânea tem relacionado cada vez mais os aspectos da boa saúde e do aumento da expectativa de vida a uma dieta equilibrada. Uma prática alimentar saudável é o denominador comum entre os mais longevos. 

O público adepto da alimentação saudável, segundo o relatório Brasil Food Trends 2020, busca por produtos que oferecem melhoria na qualidade de vida e que proporcionam disposição e benefícios à saúde, principalmente cardiovascular e gastrointestinal. Essas pessoas preferem consumir ingredientes naturais e com alto valor nutritivo agregado. 

Oportunidades de negócio

Orgânicos, naturais, com baixo teor de sódio, sem adição de açúcares, sem lactose, livre de glúten e de transgênicos… É grande a lista de categorias de alimentos que ajudam as pessoas a colocar em prática hábitos de vida mais saudáveis. Ingredientes e versões menos processadas também vêm ganhando espaço e conquistando a preferência do consumidor.

É o caso dos grãos integrais usados para substituir a farinha branca de trigo, ou para enriquecer nutricionalmente os preparos. Chia, quinoa, aveia, linhaça, goji berry, óleo de coco e castanhas, entre outros, encabeçam a lista nos preparos de bolos, pães, tortas e biscoitos. Junto deles estão outros ingredientes que oferecem enormes benefícios à saúde e, por isso, são chamados de alimentos funcionais. 

Embora possam reduzir os riscos de ocorrência de doenças degenerativas, como o câncer, os alimentos funcionais não agem como medicamentos. E para que de fato ofereçam os benefícios, é necessário incluí-los regularmente na rotina alimentar cotidiana. 

Tendências para os próximos anos

No mercado de alimentação, quem diversifica seus produtos e serviços sai ganhando. Em geral, os casos de sucesso são os de quem buscou se adaptar às mudanças de consumo e se arriscou na expansão de negócio.

Hoje, muitos miram os públicos vegetariano e vegano, que buscam por opções mais saudáveis em suas refeições. Em função de suas restrições alimentares, demandam por produtos ainda mais específicos e escassos no mercado de alimentação. 

A busca pela alimentação saudável passa também pelo enfretamento à obesidade. Este tem se tornado um problema de saúde pública que o país precisa enfrentar. Nos últimos 10 anos, o índice de obesidade aumentou 60% entre a população brasileira. O dado é do Ministério da Saúde

Empresas estão investindo no leque de opções para atender o público consumidor que busca o emagrecimento. Apesar disso, a oferta de pratos menos calóricos ainda é um nicho que pode ser mais explorado.

Outras novidades

Empreendedores atentos às tendências vêm ampliando os produtos e os serviços. Algumas redes se diversificam oferecendo produtos com custo/benefício mais atraente. Outras se renovam no atendimento por meio de aplicativos em smartphone e entregas em domicílios. 

A “gourmetização” está na pauta. Produtos convencionais ganham releituras com o acréscimo de ingredientes mais sofisticados. As tapiocarias e quiosques de churros são exemplos notáveis.

Muito além do setor de academias, o público fitness também desperta a atenção dos investidores do ramo de alimentos. É crescente o número de lojas especializadas em nutrição esportiva e suplementos. E elas diversificam o cardápio: brigadeiro funcional, sorvete de whey protein, barra de cereais, shakes. A lista é extensa e criativa.

Para vencer a concorrência

Na lógica capitalista, se cresce o público consumidor, cresce também a concorrência. Nessa corrida, sobressai o melhor produto e o atendimento mais especializado.

Hoje em dia no mercado de alimentação, o consumidor busca por informações relevantes e lê os rótulos, atento aos ingredientes. Muitos também pesquisam na internet antes de realizar a compra — querem saber a opinião de quem já experimentou o produto.

Nos estabelecimentos, os funcionários precisam atender essa expectativa. Ou seja, precisam conhecer o produto e saber apresentá-lo. É necessário que a equipe fale com propriedade e saiba o diferencial de adotar cada ingrediente.

Como vimos, a busca por alimentação saudável é a forte tendência no mercado de alimentação. Investir na rotulagem adequada dos produtos com detalhamento das informações nutricionais pode ser uma estratégia para conquistar mais clientes e vencer a concorrência. 

Você tem amigos que seguem essas tendências de alimentação ou desejam implementar mudanças no segmento em que atuam? Compartilhe com eles este post. 

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Prezados, boa tarde
No Curso de Gastronomia da PUCPR, já sintonizamos estas tendências no ano de 2015, por meio da matriz curricular, das disciplinas e atividades internas e externas.
Os estudantes aprendem e executam processos de produção de adubo orgânico com o qual cultivam alimentos no decorrer do semestre e na avaliação, precisam colher e transformar em uma receita.
As necessidades alimentares especiais (NAEs), são abordadas em eventos que atendem diferentes públicos com restrições alimentares, acompanhados e orientados por estudantes do Curso de Nutrição.
Parabéns pela matéria e certamente todos nós que atuamos com alimentos, temos o papel de intervir na cultura gastronômica brasileira, valorizando cada vez mais os nossos produtores, tanto de alimentos como de equipamentos para a transformação destes.
Alexandre,

Olá Alexandre tudo bem? Agradecemos seu feedback 😀

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